Grande exibição do VITÓRIA coroada com um resultado justíssimo, ainda que escasso (Se o "Duarte e Cª" tivesse visto a mão do defesa do braga na área.....), face ao que se passou ao longo do jogo, apesar dos lamentos do Domingos.... Paciência!
Se podíamos ter ganho este jogo com um "golo de merda"? Podíamos, mas não era a mesma coisa! Olá a todos, eu sou o Cascavel e, como se recordarão, a minha vida foi sempre marcar golos...como o de ontem!!!!!!!!!!
OS MELHORES: 1. "SUPER" DESMARRETS. Exibição perfeita durante a primeira parte , que foi ainda mais abrilhantada com a obtenção de um golo do "outro mundo", Na segunda, esteve "apenas" simplesmente brilhante. Vestisse o Franco-Haitiano de vermelho, verde ou azul e hoje, nos pasquins deste país, teria merecido honras de primeira página. O que, para o antigo motorista der autocarros, não está nada mal! 2. FLÁVIO MEURELES. Ajudou a equipa durante a metade inicial a empurrar o braga contra as cordas e, na complementar, quando foi preciso arregaçar as mangas e dar o exemplo aos companheiros, esteve sempre na linha da frente. O regresso do "Monstro". E que falta ele nos tem feito... 3. N. ASSIS. Podia perfeitamente ter elegido outros (Andrezinho, qualquer um dos centrais ou até mesmo o Sereno) que também o mereciam, mas o nosso "mágico 10", acima de tudo pela jogada do golo, em que fez uma extraordinária assistência para o pontapé fulminante do Desmarrets, acaba por merecer a distinção. A ovação que recebeu, aquando da sua substitição, foi (mais) um momento mágico da noite de ontem. Ele, pelo que fez durante o período que este em campo, mas, acima de tudo, pelo que tem feito desde que chegou a Guimarães, bem o mereceu! P. S. "Marroquinos, lá, lá lá, lá, lá......lá, lá, lá, lá!
Já um pouco tarde ,até pelos posts anteriores,mas apenas duas linhas sobre o jogo de Coimbra. A que mais uma vez assisti num estádio onde nunca vi o Vitória ganhar ! E já lá fui bastantes vezes. Da ultima vez que lá ganhamos,com Manuel Machado no banco, não fui . Pois o que vi, e muitos terão visto pela televisão,foi uma equipa a jogar para ganhar e outra a ver no que paravam as modas. Que mal sofreu um golo começou a tremer por todo o lado. E não me parece que se trate do tal caso de dupla personalidade em que jogam bem com o Sporting e pessimamente com a Académica. Acho é que há jogadores que só se empenham quando o jogo é com equipas que dão visibilidade e nos outros jogos deixam correr o marfim. Porque se é verdade que a Académica jogou com brio,com garra é igualmente verdade que no Vitória a falta de empenho foi gritante. A maioria da equipa nem corria. Jogava a passo. Problema que alguém terá de resolver. Talvez dando oportunidades a Custódio, Marquinho,Kamani,Mendieta,sei lá... Por outro lado não percebi as substituições. A saida de Flávio abriu uma avenida no centro do terreno e a troca de Moreno por Sereno também não acrescentou nada. Os melhores (se é que ainda existe esta rubrica...) 1) Targino 2) Douglas 3) Alex Porque,além de outros pormenores,correram!
"Os 7 pontos agora somados - quando se aproxima um dérbi minhoto com todos os condimentos - apenas confirmam a instabilidade de uma equipa que tem "devorado" treinadores e também presidentes. A saída de Pimenta Machado, ao fim de largos anos de "reinado", não pode ser arguida como razão para a fratura de uma regularidade que vinha a manter o Vitória lá em cima, apenas ensombrado pelo fulgurante Boavista de Jaime Pacheco, mas mantendo o Sp. Braga, velho rival, num nível imediatamente inferior. Desapareceu o Boavista do mapa do futebol maior mas o Sp. Braga tomou o seu lugar quando se pensava que seria o Vitória a assumir-se como 4.º grande. E este também é um drama que está a rodar na Cidade Berço."
Vamos receber no proximo sabado o Braga, sendo que será certamente a primeira vez que os de marrocos cá vem em 1º Lugar do campeonato:
- 1º Braga 25 Pontos
- 14º Vitoria 7 Pontos
à Decima jornada os nossos rivais visitam-nos com mais 18(!!!!!!!!!) pontos que nós.
Pior que isso, é que eles nos ultimos 6 anos tem permanentemente estado lá, bem consolidados nos lugares europeus, sempre com boas equipas, sempre a fazer bons negocios, montando uma estrutura que, quer se goste ou nao, lhes permite ,neste momento ,efectivamente estar a lutar pelo titulo.
Ou seja, trabalho de uma direcçao, organizaçao, funcionamento como uma empresa a quem se exige resultados.
Neste momento os de marrocos sao sem duvida uma das organizaçoes desportivas de maior sucesso em Portugal, e nós somos os eternos amadores, mal geridos, sempre com interesses paralelos que se sobrepoe ao real interesse do clube.
Há uns tempos, Antonio salvador dizia que gostava de trocar os adeptos do braga pelos nossos. Eu, pessoalmente, queria apenas trocar de dirigentes com eles.
Julgo ser altura para perguntar: para que raio fomos nós mudar de treinador o ano passado?
Tínhamos cá um homem que nos subiu de divisão, nos pôs em 3º lugar na época seguinte e em 8º lugar na imediatamente a seguir (bem melhor do que vamos conseguir este ano) e passou-se o ano a verberar o homem, que tinha mau feitio, que treinava sem método, que falava demais, que "muito obrigado pelo que nos proporcionou mas terminou o seu tempo no Vitória", em suma, um sem número de motivos. Muitos deles lógicos.
Mas agora, depois da tão aguardada chicotada ao Cajuda, pergunta-se: foi para melhorar?
É claro que até podíamos ter posto cá um treinador melhor, mas a verdade é que, como, tirando o Zandinga e o Nostradamus, poucos mais profeciam o futuro, resta-nos agarrar-nos ao presente quando ele nos dá resultados no mínimo satisfatórios. É um pouco como com o Scolari, quase ninguém gostava do homem nem do futebol praticado pela Selecção, mas que nos conseguiu colocar sempre em fases finais (coisa até aí nunca vista, nem na geração de ouro), esse é que é o facto.
Eu bem sei que a ajudar à saída do Cajuda (tornando-a mesmo inevitável) estiveram as declarações inacreditáveis do homem quase a obrigar a Direcção a despedi-lo. Mas aquilo a que me refiro é ao que se foi passando antes, o caminho de progressivo afastamento do treinador que levou a que essas declarações tivessem sido proferidas.
Meus amigos, eu não tenho a pretensão de vir agora mostrar que tinha ou deixava de ter razão que ninguém - muito menos o Vitória - ganha nada com isso. Venho com esta conversa apenas para alertar um pouco estas nossas consciências às vezes demasiado latinas, de mudar por mudar, de mudar porque estou farto de o ouvir, de mudar porque sim. É porque a partir de certa altura, a vontade de mudar é tanta que mesmo as coisas que os homens fazem bem, nós já só vemos nelas mal, já só conseguimos ver em cada substituição algo de criticável, em cada postura táctica algo de censurável. Bem sei que cada vitoriano o faz apenas com o intuito de ajudar a sua equipa, da qual deseja o melhor, o que apelo é para que façamos aqui uma pequena introspecção, um exercício de consciência que nos leve, desejavelmente, a concluir que às tantas, embora querendo ajudar, estamos a prejudicar mais o nosso clube do que a ajudá-lo. Que estamos, como disse um outro ex-treinador, esse sim de má memória, a fazer harakiri como os samurais, causando mais mal a nós próprios do que aos outros. Caramba, o Vitória, infelizmente, nem tão grande é assim para ser tão exigente com os seus treinadores.
Acaso estivessem no Vitória, estou certo que o Leonardo (treinador do A.C.Milan) e o Manuel Pellegrini (treinador do Real Madrid) já há muito estariam de malas aviadas para longe do castelo. Mas será que estas purgas são em benefício dos interesses do nosso clube? Será que o Vitória alguma vez, repito, alguma vez mudou no imediato com a mudança de um treinador que cá tenha deixado obra? Acho que nunca.
Ao que fizemos chama-se trocar o certo pelo incerto, filosofia que contraria o gosto de correr riscos e que eu, por princípio, prefiro não seguir.
E já tinha defendido o mesmo, neste mesmo blogue, quando toda a gente queria correr o Machado de Guimarães à vassourada e eu defendia a sua continuidade. Hoje é um dos melhores treinadores portugueses da actualidade. Continua a jogar o mesmo futebol merdeiro, e a ter o mesmo feitio metediço e até arrogante, mas ganha, apura o Nacional para as competições europeias, e faz até com que muitos dos se disponibilizavam a pagar-lhe o bilhete de ida, defendam hoje o seu regresso. Mas hoje já é tarde. Fez-se a vontade a alguns (muitos) sócios impacientes em despedir o treinador, mas fez-se mal ao Vitória que viu interrompido mais um projecto.
E este é, em minha opinião, o repto para todos nós. Que saibamos, cada um de nós, ter a humildade de ver que porventura errou ao clamar toda a época pela saída do Cajuda. Até me podem dizer que estiveram certos, mas para o Vitória foi, como se vê, claramente pior. E repito, não me refiro às circunstâncias últimas que condicionaram a sua saída, mas a tudo o que a antecedeu.
Agora, mandamos o homem embora, ficou toda a gente satisfeita, e andamos quase em último lugar, já vamos no 2º treinador da época ainda antes de Novembro, já vemos que não se sentem melhorias no futebol da equipa, contrariamente ao que sucede com outras equipas que mudaram aquando a nós (Académica por exemplo), em suma, para o Vitória, essa saída resultou em muito maior prejuízo do que ganho.
Por isso considerar legítimo agora perguntar-se: para quê?
O que ganhou o Vitória com isso? Nada, só perdeu. Como se vê.
Uma última palavra para o Paulo Sérgio:
Escrevi aqui do Vingada, em 18/Agosto, que "acho que com o Prof.Nelo vamos ter este futebol sensaborão, que não entusiasma ninguém." Parece que não me enganei. Mas em bom rigor nem deram tempo ao homem para provar o contrário.
Do Paulo Sérgio acho um treinador esforçado, motivado, que deve exigir muito dos jogadores física e psicológicamente, mas pouco dotado tácticamente e em treino de sistemas e situações de jogo. Acho-o uma espécie de Paulo Bento, berra muito, exige muito sacrifício em campo, põe os jogadores a comer a relva, mas não consegue fazer as equipas produzir acima daquilo que parece espectável face ao plantel. Este jogo da Académica, apesar de a seguir a um jogo razoável contra o Sporting, revelou um vitória sem fio de jogo, sem conseguir fazer dois passes seguidos, que nem sequer usufruiu do efeito motivacional imediato da troca de treinador. Sinto-o, infelizmente, incapaz em termos de traquejo táctico e motivacional (é preciso perceber que os nossos jogadores não são bem os do Paços) de dar a volta a isto, sobretudo por nem o ter sido logo nos primeiros onde se sente sempre alguma mudança. Espero estar redondamente enganado, mas esta é a minha perspectiva.
Mas desejo-lhe naturalmente os maiores sucessos, que consiga agarrar a equipa (coisa que parece não estar a conseguir) e que se conseguir algo de bom no Vitória, não estejam os nossos sócios a pedir a cabeça dele logo em seguida, porque já estão fartos de olhar para ele ou de aturar as suas birras.
Começou da melhor forma a temporada 2009/2010 de basquetebol para o VITÓRIA. De facto, na primeira prova da temporada (Trofeú António Pratas), o VITÓRIA ganhou na final ao superfavorito benfica e conquistou o troféu. Bem sei que esta prova é apenas uma espécie de torneio de abertuta, que tem como objectivo primordial preparar a "temporada a sério" que se avizinha. Mas ainda assim não deixa de ser (mais) um troféu conquistado por uma modalidade que, sendo nova no clube, não pára de engrandecer o seu prestigio. E a conquista deste troféu é ainda mais relevante se levármos em linha de consideração que a equipa deste ano é praticamente toda nova, e os adversários que se nos oposeram foram a Ovarense, porto e benfica, "apenas" as equipas que ao longo dos últimos anos têm dominado o panorama basquetebolístico nacional. Parabéns por isso mesmo a todos aqueles que permitiram a conqusita de mais um trofeú e esperámos, no decurso da temporada, se possível, a conquista de mais algumas competições: campeonato, taça de portugal e taça da liga. Para tal é necessário que os adeptos Vitorianos também façam a sua parte. Ou seja, que comecem a assistir aos jogos de basquetebol tal como, de resto, já o vão fazendo e em grande número com o voleibol. Acreditem que se o começarem a fazer não vão sair defraudados.
É preocupante este crescente sentimento anti-Vitória, que vai surgindo um pouco (muito) por todo o lado.
É uma constatação para a qual não tenho nenhuma justificação, por mais que sobre ela já me tenha debruçado.
Mas é irrefutável, a sua existência e o seu crescimento exponencial…
Este sentimento obsessivo, autêntica fobia, cresce como uma erva daninha, por todo o lado, nas mais variadas instituições e nos mais diversos protagonistas.
Vê-se nas arbitragens de futebol, onde é gritante a disparidade dos critérios disciplinares utilizados, implacáveis nas expulsões de Flávio Meireles e de Nuno Assis contra o Benfica, e completamente permissivos por exemplo no jogo violento e reincidente de Nelson Benitez no jogo com o Leixões. Vê-se também nos critérios técnicos destas mesmas arbitragens, nas grandes penalidades inventadas a favor do Benfica, ou então naquelas que foram ignoradas quando deveriam ser a nosso favor, nos jogos contra o Leixões ou o Sporting. E é uma disparidade que se pode ver em cada intervenção destes árbitros, na exuberância e na discrição, na permissividade e na intolerância, com que discriminam uns e outros. Mas esta mesma disparidade também pode ser encontrada no voleibol, onde as arbitragens conseguem distribuir uma série de cartões amarelos aos nossos atletas, no jogo do último fim de semana com o Castêlo da Maia, ou na final contra o Espinho na época passada (entregando-lhes o campeonato de bandeja) e que simultaneamente sempre poupou os constantes e exuberantes excessos de jogadores espinhenses como o Miguel Maia ou o Roberto Reis.
Tanto numa modalidade como noutra, fica-se com a sensação de que os árbitros já entram em campo com a determinação de ser absolutamente intolerantes em relação aos nossos atletas, ao invés daquilo que fazem com os nossos adversários a quem tudo parecem permitir. Agora, já não se trata apenas do constante benefício aos três estarolas. A intenção parece ser deliberada em prejudicar o nosso clube, independentemente do adversário que esteja em causa.
Mas não só os árbitros. As próprias federações são acometidas desta mesma fobia. Senão, veja-se só a enormidade da injustiça com que os casos do Sporting de Espinho e do Vitória foram julgados pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Voleibol. E a de Futebol também não deixa os seus créditos por mãos alheias, quando marca os jogos da selecção, ignorando uma e outra vez o nosso estádio e o apoio constante e abnegado da nossa massa associativa que “irritantemente” faz questão de lhes lembrar, semana após semana, como é que se vai enchendo um estádio, até mesmo aquando da nossa passagem pela Liga Vitalis. Ou ainda quando a Federação admite a hipótese de englobar os estádios de Braga e do Algarve no pretenso Mundial de 2018, uma vez mais ignorando o nosso.
A propósito deste assunto, gostaria de fazer aqui um pequeno parêntesis para dizer que sou absolutamente contra o aumento da capacidade de qualquer estádio português, seja ele qual for, porque não existe nenhuma assistência a nível nacional que o pudesse justificar, e muito menos a de Braga ou a do Algarve (este caso então, atinge foros de ridículo). Mas, se mesmo assim fosse necessário aumentar a capacidade de algum, esse só poderia ser, por maioria (absoluta) de razão, a do nosso estádio.
Mas, voltando ao essencial, até as instituições não-desportivas já foram atingidas por este mal que parece ser mais contagioso do que a nova doença da moda - a Gripe A. O tratamento com que a Polícia brinda os nossos adeptos, nas suas viagens ao Porto e a Matosinhos (em futebol e voleibol), é disso prova irrefutável. Lidam com a nossa massa associativa como se de autênticos facínoras ou celerados se tratassem, parecendo que as forças policiais esgotam em nós os seus esforços, ficando por outro lado praticamente indiferentes aos “bons rapazes” de outros clubes, que vandalizam áreas de serviço e deixam um rasto de destruição por onde quer que passem. Mas, até a PSP de Guimarães parece já ter sido contagiada. Segundo consta, terá feito um relatório dos (lamentáveis) acontecimentos que se seguiram ao jogo de voleibol com o Leixões, de tal maneira contundente que em muito terá contribuído para a injusta decisão do Conselho de Disciplina.
Esta verdadeira pandemia também já atingiu, e há muito tempo, a classe jornalística, que é incapaz de ver virtudes nas nossas vitórias, e qualquer demérito nas nossas derrotas, remetendo-nos sistematicamente para um papel secundário e sempre dependente daquilo que os outros fazem. Para estes pretensos arautos do rigor e da isenção, quando vencemos é por demérito do nosso adversário, e quando perdemos é porque fomos subjugados por eles. Exemplos desta postura são muitos, mas o expoente máximo deverá ser mesmo uma tal de Ana Rita Gomes, comentadora de voleibol. Mas, vê-se também na casmurrice que só pode ser intencional, dos jornalistas que insistem em referir-se ao nosso clube como sendo o “Guimarães”, apesar das inúmeras vezes em que essa designação já foi corrigida. Parece que uma pretensão do mesmo género foi bem mais fácil de satisfazer aos dirigentes de Leiria que só necessitaram de pedir uma vez, que o seu clube deixasse de ser designado por “o União”, e passasse a ser “a União”.
E, finalmente, temos as televisões. Alguém será capaz de me explicar qual o critério que leva a que os jogos do Vitória sejam persistentemente retirados dos fins de semana? “Normalmente”, são relegados para as sextas ou para as segundas. E agora, até às terças! Ou então às sextas, mas às seis da tarde!!! Qual a razão de isto só acontecer com o nosso clube? No voleibol, a discriminação é ainda mais evidente, chegando ao cúmulo do mais importante jogo do campeonato (o Vitória-Espinho) ter sido preterido em relação ao… Esmoriz-Benfica (!!!!!!).
E já só falo do futebol e do voleibol, porque são aqueles que mais acompanho. Por isso, não sei de que maneira é que esta situação se fará sentir nas restantes modalidades do clube…
Indiscutível mesmo, é que este sentimento anti-Vitória grassa e é preocupante.
Mas algo me preocupa ainda mais, que é o facto de eu não conseguir encontrar uma explicação plausível para este fenómeno.
E, se não formos capazes de identificar as suas causas, como poderemos nós lidar com esta situação que nos é tão adversa?...
Tivemos direito, ontem, a 35 minutos do melhor futebol que tenho visto. A precisão no passe, a velocidade estonteante - pelo menos para a defensiva do Sporting - os gestos técnicos perfeitos, as variações de flanco e as acelerações abruptas... tudo esteve perfeito... faltaram, como de costume, os golos que traduzissem o enorme "banho de bola" que o Vitória deu aos leões, ontem à noite. Quero acreditar que, desta forma, é possível ir lá. Têm é de aparecer os golos. Para ajudar à lista de oportunidades perdidas, o Sr. Olegário deixou - para mim - por marcar uma grande penalidade sobre João Alves. Pelas alas, tudo bem na primeira etapa. Desmarets é claramente melhor a extremo do que a médio interior e isso fez muita diferença. Targino continua a ser um espanto a correr com a bola, mas permanece o jogador mais inconsequente da equipa, pois, após fazer tudo bem, no último terço, não remata, não centra, não acerta um passe. O meio campo... bom... como dizia, ao meu lado, o Edmur, Flávio Meireles parecia um número 10, sem errar um passe, nem uma intercepção, foi um pêndulo de certezas, a conquistar a posse da bola, a endossa-la, a abrir espaços. João Alves fez, provavelmente, a melhor primeira parte desde que cá chegou. Nuno Assis... bom, palavras para quê? Génio, força, raça, talento, clarividência... e a lista de adjectivos podia ir por aí fora. A defesa esteve, também, bem. Acertada, a pressionar, a jogar na antecipação, sem cometer faltas, a apoiar o meio-campo, a iniciar o ataque. Lá à frente é que as coisas continuam a não estar tão bem... pouco acerto, eficácia zero, falta de visão, de oportunidade, de precisão. A segunda etapa foi pior... alguns índices físicos a claudicar, muito maior desacerto geral, houve gente que baixou muito de rendimento e o Sporting lá conseguiu equilibrar a partida... à excepção de poucos minutos, nunca fez mais do que isso: equilibrar. Depois... continuaram as perdidas incríveis. Roberto, claramente em melhor forma do que Douglas (que, quanto a mim, continua pesado e lento), ganhou várias vezes a bola à defesa verde, mas não foi capaz, em nenhum momento, de desfeitear Patrício ou de, pelo menos, assistir os seus companheiros - estou a lembrar-me, sobretudo, daquele meio remate/meia assistência para Nuno Assis na jogada imediatamente anterior ao golo do Sporting. Estas hesitações não podem continuar a acontecer, não naquela fase do jogo, não naquela posição. Depois... o costume... na, talvez, única falha da defesa, Liedson - quem mais - saca um golo do nada e lá ficámos, mais uma vez, a correr em desespero, atrás do prejuízo. A diferença é que, desta vez, conseguimos minorar os danos, com o excelente golo do Rui Miguel que, em boa hora, entrou. Há muito que se dizia na bancada que deviam sair, pelo menos, Targino, e Douglas , que, desde os 20m da 2.ª parte pareciam não ter nada a ver com o jogo, complicando mais do que ajudando, João Alves, esgotado, passou a ser candidato com o passar do tempo. Foi mais ou menos isso que fez Paulo Sérgio. Só pecou pela demora na decisão, mas, ainda assim, para bem de todos nós e da justiça, foi a tempo.